SÃO PAULO, 15 de agosto de 2008 - A Brasil Ecodiesel Indústria e Comércio de Biocombustíveis e Óleos Vegetais, maior empresa de biodiesel do Brasil, reportou hoje um prejuízo líquido de R$ 82,536 milhões no segundo trimestre de 2008, ante resultado negativo de R$ 13,881 milhões observado no mesmo período do ano anterior. O terceiro resultado negativo consecutivo da companhia. Foi também o maior prejuízo da empresa desde o início de suas operações, em 2006. A companhia só obteve um resultado positivo, no terceiro de trimestre de 2007, quando alcançou lucro líquido de R$ 1,092 milhão. A empresa renegociou na última semana R$ 205,8 milhões em dívidas, 82,65% de todos os seus débitos. Na sexta-feira, as ações da empresa tiveram alta de 10%.
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quarta-feira, outubro 22, 2008
Quixadá só entrará em operação em setembro
Deverão iniciar em setembro as operações da usina de biodiesel da Petrobras em Quixadá, a ser inaugurada hoje pelo presidente Lula da Silva. A planta cearense é considerada a mais moderna do País, juntamente com a já lançada em Candeias (BA) e a que será inaugurada em Montes Claros (MG), todas com capacidade de produção de 57 mil litros de biodiesel por ano.Desta produção, 30% será destinado ao consumo do Ceará e o restante passará para outros estados do Nordeste. Segundo o presidente da Petrobras Biocombustível, Alan Kardec, foram investidos aproximadamente R$ 100 milhões na construção da usina, empregando, no pico da obra, 1.048 empregos diretos, sendo 814 deles ocupados por cearenses.
Produção
A usina, inicialmente, operará em fase de teste, passando a pleno vapor após seis meses. Entretanto, não existe, hoje, produção suficiente no Estado para suprir essa necessidade, como foi destacado na edição de ontem do Diário do Nordeste. Atualmente, existem 8.522 agricultores que cultivam mamona e girassol em 161 municípios cearenses cadastrados para fornecer matéria-prima. Além destes, outros 759 do Rio Grande do Norte. Para Kardec, contudo, esses números tendem a crescer. ´Para a obtenção e manutenção do Selo Combustível Social, nós temos que buscar 50% de matéria-prima oriunda ma agricultura familiar, de maneira sustentável´.
´O empreendimento contribui para a redução do aquecimento global, gera emprego e renda no Ceará e é uma nova oportunidade comercial para a Petrobras´, afirma Kardec. Segundo ele, a Petrobras é parceira de ambos os estados na garantia de incentivos no fornecimento de sementes, matérias-primas e assistência técnica. ´O agricultor sabe que ao plantar, ele terá a garantia da compra de seu produto, tem a garantia de mercado´, afirma.
A usina de Quixadá terá capacidade para processar todas as variedades possíveis de produção do biodiesel, incluindo até o óleo de cozinha, que poderá ser reaproveitado. A planta cearense irá focar sua produção na utilização de mamona, girassol e soja. A Petrobras pretende, entretanto, utilizar uma mistura de até 30% de óleo de mamona como matéria-prima, atendendo determinações da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Essa mistura de mamona, segundo a Petrobras informou em nota anteriormente, ´melhora a qualidade do biodiesel produzido, enquadrando-o na norma européia e viabilizando sua exportação para regiões frias da Europa´.
Kardec informa que está sendo feito um esforço para que a matéria-prima seja retirada do Ceará, mas, se não for possível, será trazida de outros estados. ´Não há risco de desabastecimento da usina´, garante.
Fonte:
Arari terá Biodiesel
A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), com a interveniência do curso de Agronomia, da Prefeitura Municipal de Arari, a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e a Curcas Diesel Brasil Ltda, assinaram um convênio de cooperação técnica com o objetivo de implementar o Programa Municipal de Biodiesel de Arari (ArariBio). A celebração do convênio foi realizada esta semana, na Casa do Professor, em Arari.
O ArariBio visa, entre outras coisas, a incentivar o plantio de espécies oleaginosas através de modelos de agricultura sustentável; instalar unidades coletoras, esmagadoras e beneficiadoras de óleo em pontos estratégicos; capacitar técnicos e produtores para a produção de mamona, pinhão manso, amendoim, gergelim, girassol e outras espécies; incentivar o associativismo e empreendedorismo, de maneira a fortalecer os produtores na produção e comercialização; e criar novos postos de trabalho, melhorando a distribuição de renda daquele lugar.
Estiveram presentes na solenidade de assinatura, o diretor do curso de Agronomia da Uema, professor Hamilton Almeida; o presidente da Fapema, Sofiane Labidi; o prefeito de Arari, Leão Santos Neto; o secretário de Estado de Minas e Energia, Ricardo Ferro; o presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Arari, Almir de Jesus Leite; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Arari, Crescêncio Correa; e os representantes da Seagro, Cristóvão Ferrão Ferreira; da Secretaria de Meio Ambiente, Manuel Carlos Bordalo; da Curcas Diesel Brasil, Mike Lu; e da Vale, Domingos Ataíde Borges Júnior; ale, de produtores rurais do município.
Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2008/8/23/Pagina85484.htm
O ArariBio visa, entre outras coisas, a incentivar o plantio de espécies oleaginosas através de modelos de agricultura sustentável; instalar unidades coletoras, esmagadoras e beneficiadoras de óleo em pontos estratégicos; capacitar técnicos e produtores para a produção de mamona, pinhão manso, amendoim, gergelim, girassol e outras espécies; incentivar o associativismo e empreendedorismo, de maneira a fortalecer os produtores na produção e comercialização; e criar novos postos de trabalho, melhorando a distribuição de renda daquele lugar.
Estiveram presentes na solenidade de assinatura, o diretor do curso de Agronomia da Uema, professor Hamilton Almeida; o presidente da Fapema, Sofiane Labidi; o prefeito de Arari, Leão Santos Neto; o secretário de Estado de Minas e Energia, Ricardo Ferro; o presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Arari, Almir de Jesus Leite; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Arari, Crescêncio Correa; e os representantes da Seagro, Cristóvão Ferrão Ferreira; da Secretaria de Meio Ambiente, Manuel Carlos Bordalo; da Curcas Diesel Brasil, Mike Lu; e da Vale, Domingos Ataíde Borges Júnior; ale, de produtores rurais do município.
Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2008/8/23/Pagina85484.htm
Biocapital começará as obras para instalação da primeira usina de produção de biocombustível de Roraima
Iniciam no próximo mês de outubro as obras para a instalação da primeira usina de produção de biocombustível de Roraima, situada no quilômetro 50 no Município de Bonfim. A empresa responsável pelo empreendimento, a Biocapital, afirmou que o investimento no Estado deve girar em torno de R$ 280 milhões em até seis anos.
O superintendente da empresa, Cláudio Cavalcante, disse que até o momento foram investidos 30 milhões em Roraima, com a implantação de lavouras de cana-de-açúcar e aquisição de terras. “A empresa terá matéria-prima própria, mas também vai comprar de fornecedores, pequenos agricultores e deve arrendar terras para o plantio, com o fornecimento de mudas e o conhecimento técnico necessário para que a cana plantada seja rica em sacarose”, argumentou.
Ele informou que a princípio os trabalhos da empresa devem iniciar pela terraplanagem, instalação de canteiros de obras, refeitório e energia elétrica e instalação sanitária na área de 185 hectares ocupada pela usina, na fazenda Arapari. “Após a expedição da licença prévia de instalação da indústria devem começar a ser selecionados trabalhadores. Serão contratadas 200 pessoas de imediato e quando as obras estiverem a pleno vapor, outras 800, totalizando mil trabalhos diretos”, frisou o superintendente.
Ainda de acordo com Cláudio, toda a mão-de-obra contratada pela empresa será local e passará por qualificação adequada às funções ocupadas. “A meta é, dentro de seis anos, quando o projeto estiver funcionando em sua totalidade, oferecer entre 4 e 5 mil empregos diretos, entre os setores agrícola e industrial”, comentou.
Também no mês de outubro a empresa deve dar início à etapa de multiplicação do viveiro de mudas, para alcançar a meta de moer, em 2010, a 1ª safra de 800 mil toneladas de cana. “A Biocapital fez um amplo estudo de mercado para chegar a Roraima. Foi verificado a viabilidade da região, o solo que foi considerado propício, as estações climáticas bem definidas e o fato da região amazônica consumir 350 milhões de litros de álcool por ano. Todo esse biocombustível vem do Centro-Sul e nossa intenção é abastecer esse mercado”, ponderou Cláudio.
REUNIÃO - Na manhã de ontem, os dirigentes da empresa estiveram na sede da Fundação Estadual de Meio Ambiente para uma reunião onde foram analisados, de forma prévia, os estudos feitos na região, visando possíveis correções. Conforme Alziro de Andrade, diretor de Monitoramento e Controle Ambiental, o relatório está em análise há 4 meses, mas a princípio não foi detectado nada que impeça a implantação da indústria. “A área de instalação é uma região de savana onde o impacto ambiental será mínimo”, informou.
Ainda segundo Alziro, desde o início do ano já foram concedidas três licenças ambientais de autorização para o plantio de cana-de-açúcar. “Esses produtores pretendem comercializar matéria-prima para a Biocapital, que não tem intenção de monopolizar o plantio”, argumentou.
Audiências públicas vão discutir instalação de usina em Bonfim
A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Femact) começou a publicar na última terça-feira, 26, os editais para convocação de audiências públicas sobre a instalação da usina de biocombustível. O prazo para que instituições públicas e a sociedade civil organizada provoquem audiências é de até 45 dias. As audiências são pré-requisito exigido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente para a instalação da indústria.
Uma equipe multiprofissional da Femact está analisando o Estudo Técnico de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente da instalação da usina em Bonfim há 4 meses. Os documentos contêm mapas, imagens de satélite, estudos do solo, fauna, flora e lençol freático.
A própria Biocapital deve direcionar a audiência explicando e orientando populares a respeito da indústria do biocombustível, procedência da empresa e benefícios para o Estado.
Fonte: Jornal Folha de Boa Vista - ÉLISSAN PAULA RODRIGUES
O superintendente da empresa, Cláudio Cavalcante, disse que até o momento foram investidos 30 milhões em Roraima, com a implantação de lavouras de cana-de-açúcar e aquisição de terras. “A empresa terá matéria-prima própria, mas também vai comprar de fornecedores, pequenos agricultores e deve arrendar terras para o plantio, com o fornecimento de mudas e o conhecimento técnico necessário para que a cana plantada seja rica em sacarose”, argumentou.
Ele informou que a princípio os trabalhos da empresa devem iniciar pela terraplanagem, instalação de canteiros de obras, refeitório e energia elétrica e instalação sanitária na área de 185 hectares ocupada pela usina, na fazenda Arapari. “Após a expedição da licença prévia de instalação da indústria devem começar a ser selecionados trabalhadores. Serão contratadas 200 pessoas de imediato e quando as obras estiverem a pleno vapor, outras 800, totalizando mil trabalhos diretos”, frisou o superintendente.
Ainda de acordo com Cláudio, toda a mão-de-obra contratada pela empresa será local e passará por qualificação adequada às funções ocupadas. “A meta é, dentro de seis anos, quando o projeto estiver funcionando em sua totalidade, oferecer entre 4 e 5 mil empregos diretos, entre os setores agrícola e industrial”, comentou.
Também no mês de outubro a empresa deve dar início à etapa de multiplicação do viveiro de mudas, para alcançar a meta de moer, em 2010, a 1ª safra de 800 mil toneladas de cana. “A Biocapital fez um amplo estudo de mercado para chegar a Roraima. Foi verificado a viabilidade da região, o solo que foi considerado propício, as estações climáticas bem definidas e o fato da região amazônica consumir 350 milhões de litros de álcool por ano. Todo esse biocombustível vem do Centro-Sul e nossa intenção é abastecer esse mercado”, ponderou Cláudio.
REUNIÃO - Na manhã de ontem, os dirigentes da empresa estiveram na sede da Fundação Estadual de Meio Ambiente para uma reunião onde foram analisados, de forma prévia, os estudos feitos na região, visando possíveis correções. Conforme Alziro de Andrade, diretor de Monitoramento e Controle Ambiental, o relatório está em análise há 4 meses, mas a princípio não foi detectado nada que impeça a implantação da indústria. “A área de instalação é uma região de savana onde o impacto ambiental será mínimo”, informou.
Ainda segundo Alziro, desde o início do ano já foram concedidas três licenças ambientais de autorização para o plantio de cana-de-açúcar. “Esses produtores pretendem comercializar matéria-prima para a Biocapital, que não tem intenção de monopolizar o plantio”, argumentou.
Audiências públicas vão discutir instalação de usina em Bonfim
A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Femact) começou a publicar na última terça-feira, 26, os editais para convocação de audiências públicas sobre a instalação da usina de biocombustível. O prazo para que instituições públicas e a sociedade civil organizada provoquem audiências é de até 45 dias. As audiências são pré-requisito exigido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente para a instalação da indústria.
Uma equipe multiprofissional da Femact está analisando o Estudo Técnico de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente da instalação da usina em Bonfim há 4 meses. Os documentos contêm mapas, imagens de satélite, estudos do solo, fauna, flora e lençol freático.
A própria Biocapital deve direcionar a audiência explicando e orientando populares a respeito da indústria do biocombustível, procedência da empresa e benefícios para o Estado.
Fonte: Jornal Folha de Boa Vista - ÉLISSAN PAULA RODRIGUES
Petrobras quer sócios para novas usinas de biodiesel
São Paulo - A Petrobras deve buscar parcerias para as novas usinas de biodiesel que pretende levantar. As três primeiras unidades de produção de biodiesel construídas pela companhia foram construídas integralmente pela estatal. Mas, para chegar à meta de produção de 938 milhões de litros por ano, até 2012, a estatal aposta em parcerias, segundo o gerente de Novos Negócios da Petrobras Biocombustíveis, Marcos Vinicius Guimarães. "A idéia é que as unidades não sejam 100% Petrobras, mas sim que sejam construídas em conjunto com parceiros", afirmou ele, durante o Biodiesel Congress, que terminou hoje, em São Paulo.
Na semana passada, a Petrobras inaugurou a sua segunda usina de biodiesel, em Quixadá (CE). A primeira, localizada em Candeias (BA), entrou em operação ao final de julho, enquanto a terceira, em Montes Claros (MG), deve ser inaugurada em breve. A companhia também já anunciou a construção de uma quarta unidade, com meta de produção para 2012 e que é considerada premium, o que significa que terá uma capacidade maior de produção do que as demais, que juntas devem produzir 170 milhões de litros por ano. Guimarães não adiantou o local da nova unidade, assim como não informou se a Petrobras contempla parcerias nesse projeto.
Durante a sua apresentação, o executivo afirmou que a Petrobras Biocombustíveis, subsidiária integral da Petrobras, foi criada pela estatal para dar dinamismo ao setor. "Havia muitas críticas em relação à atividade da Petrobras em biodiesel e etanol. A nova empresa foi criada para dar velocidade aos projetos." Segundo ele, a recém-criada companhia passa por uma fase de organização, na qual procura reunir, em uma carteira única, todos os projetos planejados e em andamento.
Entre os principais desafios da Petrobras Biocombustíveis, Guimarães citou a redução, no médio prazo, da dependência da soja na produção de biodiesel - o fornecimento de matérias-primas deve priorizar a agricultura familiar - e o desenvolvimento de tecnologia para produção do etanol de celulose. "Os desafios são enormes ao longo de toda a cadeia, desde o desenvolvimento agrário, tecnológico, logístico, até a área de comunicação e integração com o mercado consumidor", disse.
As três primeiras unidades de biodiesel da Petrobras receberam R$ 295 milhões em investimentos. O plano de negócios da Petrobras para os anos de 2008 a 2012 prevê aportes de R$ 1,5 bilhão para os biocombustíveis. Neste momento, a estatal revisa o seu planejamento estratégico, e uma nova versão deve ser divulgada em outubro.
Fonte:
- (Tatiana Freitas)
Na semana passada, a Petrobras inaugurou a sua segunda usina de biodiesel, em Quixadá (CE). A primeira, localizada em Candeias (BA), entrou em operação ao final de julho, enquanto a terceira, em Montes Claros (MG), deve ser inaugurada em breve. A companhia também já anunciou a construção de uma quarta unidade, com meta de produção para 2012 e que é considerada premium, o que significa que terá uma capacidade maior de produção do que as demais, que juntas devem produzir 170 milhões de litros por ano. Guimarães não adiantou o local da nova unidade, assim como não informou se a Petrobras contempla parcerias nesse projeto.
Durante a sua apresentação, o executivo afirmou que a Petrobras Biocombustíveis, subsidiária integral da Petrobras, foi criada pela estatal para dar dinamismo ao setor. "Havia muitas críticas em relação à atividade da Petrobras em biodiesel e etanol. A nova empresa foi criada para dar velocidade aos projetos." Segundo ele, a recém-criada companhia passa por uma fase de organização, na qual procura reunir, em uma carteira única, todos os projetos planejados e em andamento.
Entre os principais desafios da Petrobras Biocombustíveis, Guimarães citou a redução, no médio prazo, da dependência da soja na produção de biodiesel - o fornecimento de matérias-primas deve priorizar a agricultura familiar - e o desenvolvimento de tecnologia para produção do etanol de celulose. "Os desafios são enormes ao longo de toda a cadeia, desde o desenvolvimento agrário, tecnológico, logístico, até a área de comunicação e integração com o mercado consumidor", disse.
As três primeiras unidades de biodiesel da Petrobras receberam R$ 295 milhões em investimentos. O plano de negócios da Petrobras para os anos de 2008 a 2012 prevê aportes de R$ 1,5 bilhão para os biocombustíveis. Neste momento, a estatal revisa o seu planejamento estratégico, e uma nova versão deve ser divulgada em outubro.
Fonte:
- (Tatiana Freitas)
Mineiros/GO vai produzir biocombustível
O governador Alcides Rodrigues participou hoje, em Mineiros/GO, do lançamento da pedra fundamental da sede da Brenco, empresa que atua na área de biocombustível e na geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana. A unidade de Mineiros deve entrar em operação em maio e vai produzir 313 milhões de litros de etanol por ano e 75 megawatts hora de energia elétrica. E expectativa é de que sejam gerados de 1,8 mil a 2 mil empregos diretos em dois anos.
Notícia Completa
Fonte: Goiás Agora
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Grupo americano adquire a Bionorte
O comunicado de aquisição da Bionorte Indústria e Comércio de Biodiesel Ltda., empresa instalada em São Miguel do Araguaia, pelo grupo norte-americano Verde Bio Fuels Inc, foi feito durante reunião realizada hoje de manhã, 21, no gabinete do secretário do Planejamento e Desenvolvimento, Oton Nascimento Júnior, pelos empresários norte-americanos Sam Bel, da Verde Bio Fuels Inc, e Coyt M. Karrinker, da Bio-System Internactional. Também estiveram presentes o secretário da Indústria e Comércio, Luiz Medeiros; o prefeito de São Miguel do Araguaia, Ademir Cardoso; diretores da XES, empresa de Bauru (SP) que pertence à holding; e Wagner Calicchio de Campos, proprietário anterior da Bionorte que agora é sócio minoritário dos norte-americanos.
Além do empreendimento no interior paulista, o grupo tem uma empresa na Índia, a Chena. A intenção é integrar os negócios de bioenergia do Brasil, Índia e Estados Unidos, numa visão global. No caso da Bionorte, a fábrica está montada e pronta para começar a operação. Inicialmente serão utilizados como matéria-prima óleo de algodão e sebo bovino. O município de São Miguel do Araguaia possui hoje o segundo maior rebanho bovino de Goiás.
Crise
Segundo Sam Bell, a crise financeira internacional não afeta os planos da holding. “O mundo ainda necessita da combinação de alimentos e energia, e da criação de empregos”, afirmou. Ele disse acreditar que os planos da companhia sejam parte da solução do problema que gerou a crise.
Para o prefeito de São Miguel do Araguaia, Ademir Cardoso, o projeto da Bionorte representa o início da industrialização do município. Será a segunda planta industrial a entrar em funcionamento, depois do Frigorífico São Miguel do Araguaia. A entrada em operação da Bionorte deverá criar cerca de 60 empregos para trabalhadores de alta especialização, como engenheiros e técnicos. De acordo com o diretor Industrial e de Operações da Bionorte, Flávio Nascimento, parte da produção de biocombustível da indústria será vendida para a Petrobras. Em um segundo momento, a outra parte será destinada ao mercado global. Maiores informações pelo telefone 3201-7810.
Fonte:
Além do empreendimento no interior paulista, o grupo tem uma empresa na Índia, a Chena. A intenção é integrar os negócios de bioenergia do Brasil, Índia e Estados Unidos, numa visão global. No caso da Bionorte, a fábrica está montada e pronta para começar a operação. Inicialmente serão utilizados como matéria-prima óleo de algodão e sebo bovino. O município de São Miguel do Araguaia possui hoje o segundo maior rebanho bovino de Goiás.
Crise
Segundo Sam Bell, a crise financeira internacional não afeta os planos da holding. “O mundo ainda necessita da combinação de alimentos e energia, e da criação de empregos”, afirmou. Ele disse acreditar que os planos da companhia sejam parte da solução do problema que gerou a crise.
Para o prefeito de São Miguel do Araguaia, Ademir Cardoso, o projeto da Bionorte representa o início da industrialização do município. Será a segunda planta industrial a entrar em funcionamento, depois do Frigorífico São Miguel do Araguaia. A entrada em operação da Bionorte deverá criar cerca de 60 empregos para trabalhadores de alta especialização, como engenheiros e técnicos. De acordo com o diretor Industrial e de Operações da Bionorte, Flávio Nascimento, parte da produção de biocombustível da indústria será vendida para a Petrobras. Em um segundo momento, a outra parte será destinada ao mercado global. Maiores informações pelo telefone 3201-7810.
Fonte:
segunda-feira, outubro 20, 2008
SÃO PAULO (Reuters) - Empresas brasileiras e organizações industriais vão formar uma joint venture para financiar pesquisas em álcool celulósico, afirmou na terça-feira um diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A iniciativa inclui a Copersucar, maior produtora brasileira de açúcar e álcool, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a subsidiária da Bunge no país.
A Votorantim, maior conglomerado industrial brasileiro, o Itausa e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) também participarão do projeto, que deve ser assinado nas próximas semanas, de acordo com o diretor Benedito Ferreira.
"Elas vão criar uma empresa de propósito específico para fazer pesquisas sobre etanol celulósico", disse Ferreira em um seminário promovido pela Fiesp.
"Estamos levantando dinheiro, e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) fará a pesquisa técnica. Também vai procurar parceiros, incluindo no exterior", completou.
O Brasil e outros países como Estados Unidos e Canadá estão correndo para desenvolver biocombustível a partir da biomassa, como lascas de madeira, um processo com obstáculos tecnológicos que estão aos poucos sendo superados.
A cana-de-açúcar é considerada uma matéria-prima competitiva para o álcool celulósico já que tem bastante biomassa, que hoje é queimada para produzir energia térmica e elétrica. Mas as folhas da cana e outras partes podem ser usadas para produzir etanol.
Produtores brasileiros afirmam que o custo de transportar matéria-prima como grama e madeira para as usinas é o maior problema para o projeto.
Mas com a cana esse custo já é absorvido pelo processo tradicional das usinas.
"Isso (etanol celulósico) é o futuro. Os americanos estão investindo uma fortuna e querem fazer parcerias conosco porque temos cana", disse Ferreira, sem dar mais detalhes.
Ele explicou que a quantidade de dinheiro a ser investido no projeto será definido depois de finalizado um plano de negócios.
Fonte:
A iniciativa inclui a Copersucar, maior produtora brasileira de açúcar e álcool, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a subsidiária da Bunge no país.
A Votorantim, maior conglomerado industrial brasileiro, o Itausa e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) também participarão do projeto, que deve ser assinado nas próximas semanas, de acordo com o diretor Benedito Ferreira.
"Elas vão criar uma empresa de propósito específico para fazer pesquisas sobre etanol celulósico", disse Ferreira em um seminário promovido pela Fiesp.
"Estamos levantando dinheiro, e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) fará a pesquisa técnica. Também vai procurar parceiros, incluindo no exterior", completou.
O Brasil e outros países como Estados Unidos e Canadá estão correndo para desenvolver biocombustível a partir da biomassa, como lascas de madeira, um processo com obstáculos tecnológicos que estão aos poucos sendo superados.
A cana-de-açúcar é considerada uma matéria-prima competitiva para o álcool celulósico já que tem bastante biomassa, que hoje é queimada para produzir energia térmica e elétrica. Mas as folhas da cana e outras partes podem ser usadas para produzir etanol.
Produtores brasileiros afirmam que o custo de transportar matéria-prima como grama e madeira para as usinas é o maior problema para o projeto.
Mas com a cana esse custo já é absorvido pelo processo tradicional das usinas.
"Isso (etanol celulósico) é o futuro. Os americanos estão investindo uma fortuna e querem fazer parcerias conosco porque temos cana", disse Ferreira, sem dar mais detalhes.
Ele explicou que a quantidade de dinheiro a ser investido no projeto será definido depois de finalizado um plano de negócios.
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quinta-feira, outubro 16, 2008
Uma revolução verde no agronegócio
16/10/08 - Reconciliar produções maiores com o uso racional dos recursos naturais é a ordem do dia para o setor agrícola. E, em nome dela, já se observa uma crescente pressão exercida por meio de regulamentações e, sobretudo, pelo mercado. “A pressão por melhores práticas no agronegócio vem de longa data. O movimento de sustentabilidade só reforçou as oportunidades de negócios a partir de uma gestão mais eficiente da produção agrícola”, afirma Meire Ferreira, superintendente do ARES, Instituto para o Agronegócio Responsável.
Este desafio está longe de ser simples Segundo o Worldwatch Institute, cerca de 70% da água consumida mundialmente, incluindo a que decorre de desvios e de bombeamento do subsolo, atende à irrigação na agricultura. Além disso, de acordo com o Banco Mundial, 13 milhões de hectares de florestas tropicais são degradados ou desaparecem a cada ano, principalmente para expansão da atividade agrícola.
Outro desafio do agronegócio sustentável é a expansão sem agressões ao meio ambiente. Para Carlos Clemente Cerri, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP), o Brasil tem total condição de suprir boa parte da demanda de alimentos, fibras e biocombustíveis mundiais sem necessidade de novos desmatamentos. “Precisaremos de 18 a 20 milhões de hectares nos próximos dez anos para cultivo de soja, milho, cana de açúcar e oleaginosas para produção de biodiesel. Essas atividades podem ser realizadas em áreas hoje ocupadas por pastos. Para isso, basta aumentar a concentração de gado de 0,9 para 1,5 cabeça por hectare”, explica Cerri.
A transição para a sustentabilidade passa ainda pela revisão de um modelo de produtivo baseado na monocultura, uso intensivo de insumos químicos e mecanização. A fórmula, consagrada pela revolução verde no século XX, tem sido alvo constante de críticas. Não sem razão. Essa combinação de tecnologias e métodos levou à perda de biodiversidade, dependência excessiva de combustíveis fósseis, erosão do solo, e à poluição dos recursos hídricos, entre outros efeitos negativos.
O relatório “Agricultura para o desenvolvimento” do Banco Mundial destaca as tendências para a agricultura no futuro. De acordo com o documento, as tecnologias devem fazer mais do que ampliar a produção. Precisam contribuir para a economia de água e energia, a redução de riscos, o aumento da qualidade dos produtos e a proteção do meio ambiente.
Mudança de hábito
As fabricantes de defensivos e fertilizantes têm dedicado esforços à redução das externalidades de seus processos e produtos. Nos últimos anos, essas empresas, ícones da revolução verde, investiram continuamente na redução da toxicidade de seus produtos e na conscientização dos agricultores para uso racional e seguro dos insumos. “Há muitos exemplos de boas práticas no setor agrícola. No entanto, a sustentabilidade vem despertar para questão social e ambiental de uma forma muito mais intensa, propondo o alinhamento das iniciativas existentes ao negócio”, afirma Meire, do ARES.
Walter Dissinger, vice-presidente de proteção de cultivos para a América Latina e Care Chemicals para a América do Sul da Basf, destaca que a sustentabilidade é determinante para a perenidade do agronegócio. “O crescimento da agricultura ocorre justamente em um momento que se torna evidente o desafio de conjugar o crescimento econômico com as questões socioambientais, em que a sustentabilidade não deve ser considerada um diferencial, mas o princípio que garantirá a sobrevivência das organizações”, ressalta.
Revisão de processos e estratégias
A partir da perspectiva da sustentabilidade, as empresas do setor agrícola passaram a revisar alguns processos e estratégias de negócio. A Basf, por exemplo, vem focando a sua estratégia na área de proteção de cultivos. Segundo Eduardo Leduc, diretor da área no Brasil, além de combater pragas e doenças, os produtos dessa linha proporcionam ganhos de produtividade de 10 a 15% a partir dos chamados efeitos fisiológicos que atuam na funcionamento da planta. “Essa tecnologia está diretamente ligada à sustentabilidade porque o agricultor precisa produzir mais na mesma área. Vamos ter que aumentar muito a produtividade para atender à demanda mundial. Não adianta só expandir a área agrícola”, esclarece.
A empresa também investe em pesquisa e desenvolvimento de genes que aumentam a produtividade e a tolerância à seca. Segundo Leduc, a Basf tem buscado parceiros com conhecimento na área de sementes para oferecer a tecnologia ao mercado. “O modelo de negócios adotado pela empresa prevê a introdução de novas soluções no mercado por intermédio de parcerias, respeitando a cadeia de produção de sementes estabelecida”, afirma.
Em agosto de 2007, a Basf e a Embrapa anunciaram um acordo de cooperação na área de biotecnologia para desenvolvimento de uma variedade brasileira de soja geneticamente modificada. As duas empresas estão trabalhando para registrar a nova tecnologia junto à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), atendendo às exigências da Lei de Biossegurança 11.105/05. A expectativa é que as novas variedades de soja estejam disponíveis para o produtor de sementes em 2010 ou 2011 e para o agricultor, a partir de 2012.
Desde março de 2007, a corporação de origem alemã mantém parceria com a Monsanto para pesquisa e desenvolvimento de produtos com características de tolerância à seca e maior rendimento para as culturas de milho, soja, algodão e canola. Durante o período de colaboração, as duas companhias vão investir em conjunto US$ 1,5 bilhão.
Pioneira na área de biotecnologia, a Monsanto comprometeu-se a dobrar o rendimento de sementes de milho, soja e algodão, reduzindo em 1/3 a quantidade de recursos para o cultivo das mesmas variedades até 2030. Nos próximos cinco anos, destinará US$ 10 milhões ao setor público de pesquisa visando acelerar o desenvolvimento de novas variedades de trigo e arroz. A cada ano, um painel mundial de especialistas selecionará um projeto diferente, oferecendo US$ 2 milhões em investimentos.
A empresa também integra uma parceria, firmada em março deste ano com os governos de Quênia, Uganda, Tanzânia e África do Sul, com o objetivo de pesquisar variedades resistentes à rigidez do clima árido. A tecnologia será disponibilizada a pequenos produtores sem a cobrança de royalties.
O programa Milho Eficiente para a África (WEMA, na sigla em inglês) conta ainda com a participação da Fundação Bill & Melinda Gates e Howard G. Buffett, a Fundação Africana de Tecnologia Agricultural (AATF) e o Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT). “A biotecnologia sozinha não é a solução, mas tem uma contribuição importante para reverter a crise de alimentos. Com esses três bilhões de pessoas que virão para o mundo nos próximos 20 anos é imperativo produzir mais com menos recursos. E a biotecnologia representa uma boa opção para aumentar a produtividade, utilizando menos áreas e recursos da natureza”, afirma Gabriela Burian, gerente de responsabilidade ambiental da Monsanto.
Relacionamento com stakeholders
A aplicação do conceito de sustentabilidade no setor agrícola tem produzido mudanças importantes no modo como as empresas se relacionam com os seus públicos de interesse.
As ações de responsabilidade socioambiental da Bunge junto aos produtores são divididas em quatro etapas. Primeiro, a empresa promove a conscientização por meio da distribuição da cartilha “Responsabilidade Ambiental na Produção Agrícola”, elaborada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O documento traz informações sobre o Código Florestal, como obter os licenciamentos e tornar a propriedade mais produtiva do ponto de vista socioambiental.
Havendo o interesse do produtor em investir na adequação, a Bunge aciona ONGs parceiras como a Conservation International para fazer o georeferenciamento e propostas de regularização da propriedade.
A terceira etapa consiste no reconhecimento por meio do prêmio “Destaque Bunge Agricultor Brasileiro e a última etapa diz respeito á cobrança de práticas. Para fornecer matérias-primas à Bunge, os produtores devem estar rigorosamente adequados às legislações ambiental e social. “A empresa entende que, para continuar no mercado, um produtor precisa ser sustentável. E por isso inclui em todos os seus contratos comerciais uma cláusula de sustentabilidade”, explica Adalgiso Telles, diretor de comunicação corporativa da Bunge no Brasil.
Se a qualquer momento ficar comprovado que agricultor descumpriu a legislação, a Bunge tem o direto de rescindir o contrato unilateralmente.
Em relação aos clientes, a empresa cruza os dados fornecidos para cadastro com a lista suja do Ministério do Trabalho que relaciona propriedades com ocorrências de trabalho escravo. “Desenvolvemos um sistema que captura os dados dessa lista de modo que se o produtor constar na relação, a operação comercial é automaticamente bloqueada”, explica Telles.
Desafios para a sustentabilidade na agricultura
- O consumo de carne na China mais que dobrou nos últimos 20 anos e a estimativa é que dobre novamente por volta de 2030.
- A produção de alimentos para atender a necessidade diária de consumo de uma pessoa demanda cerca de 3000 litros de água – mais de um litro por caloria.
- A agricultura foi responsável por 14% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa em 2000.
- Os solos contêm mais carbono armazenado do que a atmosfera e toda cobertura vegetal terrestre juntas.
- Nos últimos 40 anos, a área mundial ocupada pela agricultura cresceu cerca de 10%, mas a distribuição per capita tem caído. A expectativa é que essa tendência se mantenha devido à menor disponibilidade de terras e ao crescimento populacional.
Juliana Lopes
Fonte: Revista Idéia Socioambiental
Este desafio está longe de ser simples Segundo o Worldwatch Institute, cerca de 70% da água consumida mundialmente, incluindo a que decorre de desvios e de bombeamento do subsolo, atende à irrigação na agricultura. Além disso, de acordo com o Banco Mundial, 13 milhões de hectares de florestas tropicais são degradados ou desaparecem a cada ano, principalmente para expansão da atividade agrícola.
Outro desafio do agronegócio sustentável é a expansão sem agressões ao meio ambiente. Para Carlos Clemente Cerri, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP), o Brasil tem total condição de suprir boa parte da demanda de alimentos, fibras e biocombustíveis mundiais sem necessidade de novos desmatamentos. “Precisaremos de 18 a 20 milhões de hectares nos próximos dez anos para cultivo de soja, milho, cana de açúcar e oleaginosas para produção de biodiesel. Essas atividades podem ser realizadas em áreas hoje ocupadas por pastos. Para isso, basta aumentar a concentração de gado de 0,9 para 1,5 cabeça por hectare”, explica Cerri.
A transição para a sustentabilidade passa ainda pela revisão de um modelo de produtivo baseado na monocultura, uso intensivo de insumos químicos e mecanização. A fórmula, consagrada pela revolução verde no século XX, tem sido alvo constante de críticas. Não sem razão. Essa combinação de tecnologias e métodos levou à perda de biodiversidade, dependência excessiva de combustíveis fósseis, erosão do solo, e à poluição dos recursos hídricos, entre outros efeitos negativos.
O relatório “Agricultura para o desenvolvimento” do Banco Mundial destaca as tendências para a agricultura no futuro. De acordo com o documento, as tecnologias devem fazer mais do que ampliar a produção. Precisam contribuir para a economia de água e energia, a redução de riscos, o aumento da qualidade dos produtos e a proteção do meio ambiente.
Mudança de hábito
As fabricantes de defensivos e fertilizantes têm dedicado esforços à redução das externalidades de seus processos e produtos. Nos últimos anos, essas empresas, ícones da revolução verde, investiram continuamente na redução da toxicidade de seus produtos e na conscientização dos agricultores para uso racional e seguro dos insumos. “Há muitos exemplos de boas práticas no setor agrícola. No entanto, a sustentabilidade vem despertar para questão social e ambiental de uma forma muito mais intensa, propondo o alinhamento das iniciativas existentes ao negócio”, afirma Meire, do ARES.
Walter Dissinger, vice-presidente de proteção de cultivos para a América Latina e Care Chemicals para a América do Sul da Basf, destaca que a sustentabilidade é determinante para a perenidade do agronegócio. “O crescimento da agricultura ocorre justamente em um momento que se torna evidente o desafio de conjugar o crescimento econômico com as questões socioambientais, em que a sustentabilidade não deve ser considerada um diferencial, mas o princípio que garantirá a sobrevivência das organizações”, ressalta.
Revisão de processos e estratégias
A partir da perspectiva da sustentabilidade, as empresas do setor agrícola passaram a revisar alguns processos e estratégias de negócio. A Basf, por exemplo, vem focando a sua estratégia na área de proteção de cultivos. Segundo Eduardo Leduc, diretor da área no Brasil, além de combater pragas e doenças, os produtos dessa linha proporcionam ganhos de produtividade de 10 a 15% a partir dos chamados efeitos fisiológicos que atuam na funcionamento da planta. “Essa tecnologia está diretamente ligada à sustentabilidade porque o agricultor precisa produzir mais na mesma área. Vamos ter que aumentar muito a produtividade para atender à demanda mundial. Não adianta só expandir a área agrícola”, esclarece.
A empresa também investe em pesquisa e desenvolvimento de genes que aumentam a produtividade e a tolerância à seca. Segundo Leduc, a Basf tem buscado parceiros com conhecimento na área de sementes para oferecer a tecnologia ao mercado. “O modelo de negócios adotado pela empresa prevê a introdução de novas soluções no mercado por intermédio de parcerias, respeitando a cadeia de produção de sementes estabelecida”, afirma.
Em agosto de 2007, a Basf e a Embrapa anunciaram um acordo de cooperação na área de biotecnologia para desenvolvimento de uma variedade brasileira de soja geneticamente modificada. As duas empresas estão trabalhando para registrar a nova tecnologia junto à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), atendendo às exigências da Lei de Biossegurança 11.105/05. A expectativa é que as novas variedades de soja estejam disponíveis para o produtor de sementes em 2010 ou 2011 e para o agricultor, a partir de 2012.
Desde março de 2007, a corporação de origem alemã mantém parceria com a Monsanto para pesquisa e desenvolvimento de produtos com características de tolerância à seca e maior rendimento para as culturas de milho, soja, algodão e canola. Durante o período de colaboração, as duas companhias vão investir em conjunto US$ 1,5 bilhão.
Pioneira na área de biotecnologia, a Monsanto comprometeu-se a dobrar o rendimento de sementes de milho, soja e algodão, reduzindo em 1/3 a quantidade de recursos para o cultivo das mesmas variedades até 2030. Nos próximos cinco anos, destinará US$ 10 milhões ao setor público de pesquisa visando acelerar o desenvolvimento de novas variedades de trigo e arroz. A cada ano, um painel mundial de especialistas selecionará um projeto diferente, oferecendo US$ 2 milhões em investimentos.
A empresa também integra uma parceria, firmada em março deste ano com os governos de Quênia, Uganda, Tanzânia e África do Sul, com o objetivo de pesquisar variedades resistentes à rigidez do clima árido. A tecnologia será disponibilizada a pequenos produtores sem a cobrança de royalties.
O programa Milho Eficiente para a África (WEMA, na sigla em inglês) conta ainda com a participação da Fundação Bill & Melinda Gates e Howard G. Buffett, a Fundação Africana de Tecnologia Agricultural (AATF) e o Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT). “A biotecnologia sozinha não é a solução, mas tem uma contribuição importante para reverter a crise de alimentos. Com esses três bilhões de pessoas que virão para o mundo nos próximos 20 anos é imperativo produzir mais com menos recursos. E a biotecnologia representa uma boa opção para aumentar a produtividade, utilizando menos áreas e recursos da natureza”, afirma Gabriela Burian, gerente de responsabilidade ambiental da Monsanto.
Relacionamento com stakeholders
A aplicação do conceito de sustentabilidade no setor agrícola tem produzido mudanças importantes no modo como as empresas se relacionam com os seus públicos de interesse.
As ações de responsabilidade socioambiental da Bunge junto aos produtores são divididas em quatro etapas. Primeiro, a empresa promove a conscientização por meio da distribuição da cartilha “Responsabilidade Ambiental na Produção Agrícola”, elaborada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O documento traz informações sobre o Código Florestal, como obter os licenciamentos e tornar a propriedade mais produtiva do ponto de vista socioambiental.
Havendo o interesse do produtor em investir na adequação, a Bunge aciona ONGs parceiras como a Conservation International para fazer o georeferenciamento e propostas de regularização da propriedade.
A terceira etapa consiste no reconhecimento por meio do prêmio “Destaque Bunge Agricultor Brasileiro e a última etapa diz respeito á cobrança de práticas. Para fornecer matérias-primas à Bunge, os produtores devem estar rigorosamente adequados às legislações ambiental e social. “A empresa entende que, para continuar no mercado, um produtor precisa ser sustentável. E por isso inclui em todos os seus contratos comerciais uma cláusula de sustentabilidade”, explica Adalgiso Telles, diretor de comunicação corporativa da Bunge no Brasil.
Se a qualquer momento ficar comprovado que agricultor descumpriu a legislação, a Bunge tem o direto de rescindir o contrato unilateralmente.
Em relação aos clientes, a empresa cruza os dados fornecidos para cadastro com a lista suja do Ministério do Trabalho que relaciona propriedades com ocorrências de trabalho escravo. “Desenvolvemos um sistema que captura os dados dessa lista de modo que se o produtor constar na relação, a operação comercial é automaticamente bloqueada”, explica Telles.
Desafios para a sustentabilidade na agricultura
- O consumo de carne na China mais que dobrou nos últimos 20 anos e a estimativa é que dobre novamente por volta de 2030.
- A produção de alimentos para atender a necessidade diária de consumo de uma pessoa demanda cerca de 3000 litros de água – mais de um litro por caloria.
- A agricultura foi responsável por 14% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa em 2000.
- Os solos contêm mais carbono armazenado do que a atmosfera e toda cobertura vegetal terrestre juntas.
- Nos últimos 40 anos, a área mundial ocupada pela agricultura cresceu cerca de 10%, mas a distribuição per capita tem caído. A expectativa é que essa tendência se mantenha devido à menor disponibilidade de terras e ao crescimento populacional.
Juliana Lopes
Fonte: Revista Idéia Socioambiental
Energias alternativas criarão 20 milhões de empregos verdes
16/10/08 - O rápido crescimento do interesse por energias alternativas capazes de aplacar o aquecimento do planeta terá um impacto significativo na criação de empregos "verdes" no mundo nos próximos anos. Um estudo inédito divulgado pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, em inglês) prevê a geração de pelo menos 20 milhões de novos postos até 2030 - 12 milhões apenas na indústria de bionergia, onde o Brasil é um dos principais players. O resultado econômico dessas mudanças será um mercado global de serviços e produtos "verdes" de cerca de US$ 2,74 bilhões em 2020.
"Projeções individuais para países indicam forte potencial para criação de empregos nos próximos anos. Os empregos verdes estão claramente em alta", afirma o estudo, divulgado em meio ao furacão financeiro que assola o mundo. Mas a crise, vale dizer, não deverá mudar esse quadro no longo prazo: as inovações tecnológicas continuarão a despontar já que as mudanças climáticas são um processo comprovado e irreversível.
O que pode acontecer, especula-se, é um retardamento desse processo. Por isso, "políticas arrojadas dos governos continuam sendo imprescindíveis", alerta o estudo, citando subsídios, reforma fiscal e orçamento para pesquisa e desenvolvimento como opções. Intitulado "Empregos verdes: em busca de um trabalho decente num mundo sustentável e de baixo carbono", o estudo feito pela Unep, pela Organização Internacional do Trabalho e outras organizações, traz um amplo olhar para a emergência de uma "economia verde" e seu impacto no trabalho no Século XXI.
Abrange uma vasta gama de profissões: de engenheiros e pesquisadores a designers, arquitetos, auditores e agricultores. Tudo o que, de uma forma ou outra, estiver ligado à preservação de ecossistemas, à redução do consumo de água e energia e à mitigação ou prevenção da geração das diferentes formas de lixo e de poluição.
O segmento de energia renovável tende a ser um dos mais beneficiados. Globalmente, cerca de 300 mil pessoas trabalham hoje com energia eólica e 170 mil com energia solar. Quase 1,2 milhão de pessoas estão empregadas no setor de geração de energia com biomassa, sobretudo biocombustíveis, em apenas quatro países - Brasil, Estados Unidos, Alemanha e China.
"São empregos com rápido ritmo de crescimento", diz o estudo. "Comparado com as termelétricas, a energia renovável gera muito mais empregos por unidade de capacidade instalada, unidade de energia gerada e dólar investido".
Se ainda são modestos, esses números têm um potencial gigantesco para crescer. O estudo prevê uma guinada no número de empregos de 600% no setor de energia eólica, para 2,1 milhões de postos em 2030. A energia solar deverá ter um incremento de 3.605% no mesmo período, chegando aos 6,3 milhões de postos. As 1,2 milhão de pessoas ligadas atualmente aos biocombustíves se transformarão em um exército de 12 milhões de pessoas, como se a cidade de São Paulo inteira se dedicasse unicamente à produção de etanol.
Mas outros setores também serão "chacoalhados" com as exigências cada vez maiores por tecnologias limpas que solucionem velhos problemas. O imobiliário é um deles. Prédios com isolamento melhor, ventilação e aquecimento mais econômicos e iluminação inteligente serão o padrão do futuro. A União Européia prevê abrir, sozinha, mais 2,5 milhões de cargos relacionados a essas melhorias até 2030 e outros 1,4 milhão até 2050.
Esse mundo em transformação mexerá diretamente com a estrutura das profissões. Cargos serão adaptados para a nova realidade, caso de eletricistas, encanadores e pedreiros da futura geração de edifícios "verdes". Outros serão substituídos, com funcionários de aterros sanitários migrando para a incineração. Alguns setores serão turbinados - a reciclagem é um exemplo. E muitos empregos serão simplesmente eliminados do mapa. "No dia em que a embalagem for banida ou desencorajada, isso levará à descontinuidade da sua produção", explica o estudo.
Dessa dança das cadeiras participarão todos os países, sobretudo os desenvolvidos, onde ainda estão concentrados a maioria esmagadora dos empregos verdes. Segundo a consultoria Roland Berger, os empregos na indústria de tecnologia ambiental na Alemanha representarão 16% da produção industrial do país até 2030, nada menos que o quádruplo do que se verificou em 2005. Mais: o setor ultrapassará em um prazo de 12 anos o número de empregos das poderosas indústrias manufatureira e automobilística alemãs. "O negócio verde está se tornando o motor do desenvolvimento econômico alemão", diz a consultoria.
No Brasil, a criação de empregos ocorrerá de forma mais acentuada no setor de bioenergia, onde os empregos já acompanham o aumento de investimentos polpudos para a produção de etanol. "A médio e longo prazo é possível crescer muito no setor de biocombustível", diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace Brasil.
Ele cita como indicações disso as previsões do setor de 28 mil MW gerados a partir da co-geração do bagaço da cana até 2020. "É uma Itaipu", diz o especialista. Outro fator que contribui para um futuro de mais empregos "verdes" no país é a recente criação da Comissão Especial de Energias Renováveis do Congresso, onde tramitam onze projetos-de-lei que convergirão para a nova legislação de energia limpa. "Com isso serão necessários mais projetistas de caldeiras e engenheiros", exemplifica Baitelo.
De acordo com estimativas do setor, o Brasil tem cerca de 500 mil pessoas trabalhando com biomassa, número que pode duplicar nas próximas décadas se houver sinalização política correta. É justamente aí, porém, que vem a ressalva: mais emprego não significa uma vida melhor. O estudo alerta que muitos trabalhadores - citando nominalmente o setor de biocombustíveis no Brasil, Malásia e Indonésia - ainda estão sujeitos a condições longe do ideal. "Em certas áreas, sobretudo nos países em desenvolvimento, os empregos que estão sendo criados ainda deixam a desejar. Mal podem ser considerados trabalhos decentes", afirma.
Fonte: Portal do Voluntário
"Projeções individuais para países indicam forte potencial para criação de empregos nos próximos anos. Os empregos verdes estão claramente em alta", afirma o estudo, divulgado em meio ao furacão financeiro que assola o mundo. Mas a crise, vale dizer, não deverá mudar esse quadro no longo prazo: as inovações tecnológicas continuarão a despontar já que as mudanças climáticas são um processo comprovado e irreversível.
O que pode acontecer, especula-se, é um retardamento desse processo. Por isso, "políticas arrojadas dos governos continuam sendo imprescindíveis", alerta o estudo, citando subsídios, reforma fiscal e orçamento para pesquisa e desenvolvimento como opções. Intitulado "Empregos verdes: em busca de um trabalho decente num mundo sustentável e de baixo carbono", o estudo feito pela Unep, pela Organização Internacional do Trabalho e outras organizações, traz um amplo olhar para a emergência de uma "economia verde" e seu impacto no trabalho no Século XXI.
Abrange uma vasta gama de profissões: de engenheiros e pesquisadores a designers, arquitetos, auditores e agricultores. Tudo o que, de uma forma ou outra, estiver ligado à preservação de ecossistemas, à redução do consumo de água e energia e à mitigação ou prevenção da geração das diferentes formas de lixo e de poluição.
O segmento de energia renovável tende a ser um dos mais beneficiados. Globalmente, cerca de 300 mil pessoas trabalham hoje com energia eólica e 170 mil com energia solar. Quase 1,2 milhão de pessoas estão empregadas no setor de geração de energia com biomassa, sobretudo biocombustíveis, em apenas quatro países - Brasil, Estados Unidos, Alemanha e China.
"São empregos com rápido ritmo de crescimento", diz o estudo. "Comparado com as termelétricas, a energia renovável gera muito mais empregos por unidade de capacidade instalada, unidade de energia gerada e dólar investido".
Se ainda são modestos, esses números têm um potencial gigantesco para crescer. O estudo prevê uma guinada no número de empregos de 600% no setor de energia eólica, para 2,1 milhões de postos em 2030. A energia solar deverá ter um incremento de 3.605% no mesmo período, chegando aos 6,3 milhões de postos. As 1,2 milhão de pessoas ligadas atualmente aos biocombustíves se transformarão em um exército de 12 milhões de pessoas, como se a cidade de São Paulo inteira se dedicasse unicamente à produção de etanol.
Mas outros setores também serão "chacoalhados" com as exigências cada vez maiores por tecnologias limpas que solucionem velhos problemas. O imobiliário é um deles. Prédios com isolamento melhor, ventilação e aquecimento mais econômicos e iluminação inteligente serão o padrão do futuro. A União Européia prevê abrir, sozinha, mais 2,5 milhões de cargos relacionados a essas melhorias até 2030 e outros 1,4 milhão até 2050.
Esse mundo em transformação mexerá diretamente com a estrutura das profissões. Cargos serão adaptados para a nova realidade, caso de eletricistas, encanadores e pedreiros da futura geração de edifícios "verdes". Outros serão substituídos, com funcionários de aterros sanitários migrando para a incineração. Alguns setores serão turbinados - a reciclagem é um exemplo. E muitos empregos serão simplesmente eliminados do mapa. "No dia em que a embalagem for banida ou desencorajada, isso levará à descontinuidade da sua produção", explica o estudo.
Dessa dança das cadeiras participarão todos os países, sobretudo os desenvolvidos, onde ainda estão concentrados a maioria esmagadora dos empregos verdes. Segundo a consultoria Roland Berger, os empregos na indústria de tecnologia ambiental na Alemanha representarão 16% da produção industrial do país até 2030, nada menos que o quádruplo do que se verificou em 2005. Mais: o setor ultrapassará em um prazo de 12 anos o número de empregos das poderosas indústrias manufatureira e automobilística alemãs. "O negócio verde está se tornando o motor do desenvolvimento econômico alemão", diz a consultoria.
No Brasil, a criação de empregos ocorrerá de forma mais acentuada no setor de bioenergia, onde os empregos já acompanham o aumento de investimentos polpudos para a produção de etanol. "A médio e longo prazo é possível crescer muito no setor de biocombustível", diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace Brasil.
Ele cita como indicações disso as previsões do setor de 28 mil MW gerados a partir da co-geração do bagaço da cana até 2020. "É uma Itaipu", diz o especialista. Outro fator que contribui para um futuro de mais empregos "verdes" no país é a recente criação da Comissão Especial de Energias Renováveis do Congresso, onde tramitam onze projetos-de-lei que convergirão para a nova legislação de energia limpa. "Com isso serão necessários mais projetistas de caldeiras e engenheiros", exemplifica Baitelo.
De acordo com estimativas do setor, o Brasil tem cerca de 500 mil pessoas trabalhando com biomassa, número que pode duplicar nas próximas décadas se houver sinalização política correta. É justamente aí, porém, que vem a ressalva: mais emprego não significa uma vida melhor. O estudo alerta que muitos trabalhadores - citando nominalmente o setor de biocombustíveis no Brasil, Malásia e Indonésia - ainda estão sujeitos a condições longe do ideal. "Em certas áreas, sobretudo nos países em desenvolvimento, os empregos que estão sendo criados ainda deixam a desejar. Mal podem ser considerados trabalhos decentes", afirma.
Fonte: Portal do Voluntário
Biocombustíveis não podem afetar biodiversidade
16/10/08 - A União Internacional da Conservação da Natureza (UICN) exige cortes significativos nas emissões de gases com efeito de estufa até 2050, sublinhando que a crise financeira não pode influenciar os esforços para preservar a biodiversidade.
A Assembleia da UICN - uma influente rede global de governos, cientistas e ambientalistas - também aprovou uma recomendação aos Governos de todo o Mundo para que deixem de subvencionar a produção de biocombustíveis com dinheiros públicos.
A organização internacional vai promover um programa para mitigar os problemas relacionados com as alterações climáticas, orçado em cerca de 50 milhões de dólares, ao mesmo tempo que irá acompanhar a aplicação de 25 milhões de dólares destinados a intervenções no domínio da conservação da natureza.
Durante a Assembleia da UICN, reunida em Barcelona, a França anunciou que vai disponibilizar 7 milhões de euros para suportar a actividade de organização entre 2009/2012. O Paraguai anunciou "zero desflorestação" em 2020, ao mesmo tempo que a Rússia revelou que vai tomar medidas ambientais de protecção de 80 milhões de hectares.
A organização revelou estar igualmente a trabalhar num programa para a protecção dos recifes de coral, pois constituem uma fonte importante de alimento e preservação de grande variedade de organismos vivos nos oceanos. Os recifes de coral são juntamente com as florestas tropicais, dos sistemas com maior diversidade biológica.
Fonte: Expresso
A Assembleia da UICN - uma influente rede global de governos, cientistas e ambientalistas - também aprovou uma recomendação aos Governos de todo o Mundo para que deixem de subvencionar a produção de biocombustíveis com dinheiros públicos.
A organização internacional vai promover um programa para mitigar os problemas relacionados com as alterações climáticas, orçado em cerca de 50 milhões de dólares, ao mesmo tempo que irá acompanhar a aplicação de 25 milhões de dólares destinados a intervenções no domínio da conservação da natureza.
Durante a Assembleia da UICN, reunida em Barcelona, a França anunciou que vai disponibilizar 7 milhões de euros para suportar a actividade de organização entre 2009/2012. O Paraguai anunciou "zero desflorestação" em 2020, ao mesmo tempo que a Rússia revelou que vai tomar medidas ambientais de protecção de 80 milhões de hectares.
A organização revelou estar igualmente a trabalhar num programa para a protecção dos recifes de coral, pois constituem uma fonte importante de alimento e preservação de grande variedade de organismos vivos nos oceanos. Os recifes de coral são juntamente com as florestas tropicais, dos sistemas com maior diversidade biológica.
Fonte: Expresso
FAO pede fim de subsídios ao biocombustível
16/10/08 - Os governos precisam rever com urgência suas políticas de lavouras para produção de biocombustíveis, segundo um relatório anual da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a FAO.
No documento, a FAO pede que os países ricos cancelem os subsídios para permitir a competição de países mais pobres.
Para a FAO, os biocombustíveis têm "uso limitado" para satisfazer as necessidades energéticas do planeta. Mas, segundo o relatório, o uso de lavouras como as de cana-de-açúcar, milho e sementes oleaginosas para a fabricação de biocombustíveis vai continuar aumentando os preços dos alimentos.
"Os biocombustíveis apresentam oportunidades e riscos. O resultado vai depender do contexto específico dos países e das políticas adotadas", afirmou diretor geral da FAO, Jacques Diouf.
"As políticas atuais tendem a favorecer os produtores em alguns países desenvolvidos, passando por cima dos produtos da maioria dos países em desenvolvimento."
"O desafio é reduzir ou gerenciar os riscos e dividir melhor as oportunidades", acrescentou Diouf.
Produção
A FAO afirmou que a produção de biocombustíveis baseados em produtos agrícolas cobre, atualmente, cerca de 2% do consumo de combustíveis para transporte. Espera-se que o crescimento continue.
A demanda por produtos agrícolas para os biocombustíveis também deve continuar crescendo na próxima década. E esta demanda tem o potencial para trazer verdadeiros benefícios para comunidades rurais em países em desenvolvimento, criando renda e emprego, segundo a FAO.
Mas estas oportunidades, segundo Diouf, avançariam com o fim dos subsídios aos biocombustíveis e das barreiras comerciais.
Estas barreiras "criam um mercado artificial e atualmente beneficiam produtores de países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) à custa dos produtores em países em desenvolvimento", acrescentou Diouf.
Gases do efeito estufa
O relatório afirma que os altos preços de produtos agrícolas estão causando um impacto negativo em países em desenvolvimento que dependem de importações de alimentos.
E acrescenta que a produção e o uso de biocombustíveis "não contribui necessariamente para reduzir a emissão de gases de efeito estufa como se pensava anteriormente".
O investimento em pesquisa e desenvolvimento da próxima geração de biocombustíveis - com madeira, gramíneas ou resíduos de lavouras - "tem mais potencial em termos de redução de emissões de gases de efeito estufa, com menos pressão na base de recursos naturais", segundo Diouf.
Fonte: 24 Horas News
No documento, a FAO pede que os países ricos cancelem os subsídios para permitir a competição de países mais pobres.
Para a FAO, os biocombustíveis têm "uso limitado" para satisfazer as necessidades energéticas do planeta. Mas, segundo o relatório, o uso de lavouras como as de cana-de-açúcar, milho e sementes oleaginosas para a fabricação de biocombustíveis vai continuar aumentando os preços dos alimentos.
"Os biocombustíveis apresentam oportunidades e riscos. O resultado vai depender do contexto específico dos países e das políticas adotadas", afirmou diretor geral da FAO, Jacques Diouf.
"As políticas atuais tendem a favorecer os produtores em alguns países desenvolvidos, passando por cima dos produtos da maioria dos países em desenvolvimento."
"O desafio é reduzir ou gerenciar os riscos e dividir melhor as oportunidades", acrescentou Diouf.
Produção
A FAO afirmou que a produção de biocombustíveis baseados em produtos agrícolas cobre, atualmente, cerca de 2% do consumo de combustíveis para transporte. Espera-se que o crescimento continue.
A demanda por produtos agrícolas para os biocombustíveis também deve continuar crescendo na próxima década. E esta demanda tem o potencial para trazer verdadeiros benefícios para comunidades rurais em países em desenvolvimento, criando renda e emprego, segundo a FAO.
Mas estas oportunidades, segundo Diouf, avançariam com o fim dos subsídios aos biocombustíveis e das barreiras comerciais.
Estas barreiras "criam um mercado artificial e atualmente beneficiam produtores de países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) à custa dos produtores em países em desenvolvimento", acrescentou Diouf.
Gases do efeito estufa
O relatório afirma que os altos preços de produtos agrícolas estão causando um impacto negativo em países em desenvolvimento que dependem de importações de alimentos.
E acrescenta que a produção e o uso de biocombustíveis "não contribui necessariamente para reduzir a emissão de gases de efeito estufa como se pensava anteriormente".
O investimento em pesquisa e desenvolvimento da próxima geração de biocombustíveis - com madeira, gramíneas ou resíduos de lavouras - "tem mais potencial em termos de redução de emissões de gases de efeito estufa, com menos pressão na base de recursos naturais", segundo Diouf.
Fonte: 24 Horas News
Na Espanha apoia a política brasileira de biocombustíveis
16/10/08 - A política brasileira de biocombustíveis conta com o apoio e a colaboração da Espanha, declarou na terça-feira, em Brasília, o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Moratinos.
"Há investimentos de empresas espanholas no setor [de biocombustíveis no Brasil]. O Brasil produz um ´etanol bom´ e, neste sentido, é singular”, assegurou o ministro, concordando com a metáfora feita pelo chanceler brasileiro Celso Amorim.
"Há o colesterol ruim e o colesterol bom. E há o etanol ruim e o etanol bom. O colesterol ruim mata e o colesterol bom cura. É a mesma coisa com o etanol. E o do Brasil é bom", comparou Celso Amorim.
O ministro brasileiro fazia referência ao fato do etanol brasileiro ser produzido a partir da cana-de-açúcar - e não do milho, como nos Estados Unidos.
As plantações de cana-de-açúcar no Brasil destinadas à produção de etanol ocupam apenas 1% do total de área cultivável - 3,6 milhões de hectares de um total de 355 milhões -, sendo suficiente para abastecer metade do consumo de combustível dos automóveis.
As críticas aos biocombustíveis se devem à utilização de culturas tradicionais para a produção, como milho e trigo, e de vastas áreas cultiváveis, causando um aumento sem precedentes no preço dos alimentos.
Moratinos e Amorim disseram que não conversaram diretamente sobre a questão dos biocombustíveis, mas o tema está vinculado a outro que abordaram - a conclusão do acordo Mercosul - União Européia.
As negociações deste acordo estão suspensas e não avançam pela falta de conclusão da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na altura em que as negociações foram paralisadas, o acordo previa uma "cota grande", segundo Amorim, para a entrada do etanol brasileiro na Europa.
Fonte: Google News
"Há investimentos de empresas espanholas no setor [de biocombustíveis no Brasil]. O Brasil produz um ´etanol bom´ e, neste sentido, é singular”, assegurou o ministro, concordando com a metáfora feita pelo chanceler brasileiro Celso Amorim.
"Há o colesterol ruim e o colesterol bom. E há o etanol ruim e o etanol bom. O colesterol ruim mata e o colesterol bom cura. É a mesma coisa com o etanol. E o do Brasil é bom", comparou Celso Amorim.
O ministro brasileiro fazia referência ao fato do etanol brasileiro ser produzido a partir da cana-de-açúcar - e não do milho, como nos Estados Unidos.
As plantações de cana-de-açúcar no Brasil destinadas à produção de etanol ocupam apenas 1% do total de área cultivável - 3,6 milhões de hectares de um total de 355 milhões -, sendo suficiente para abastecer metade do consumo de combustível dos automóveis.
As críticas aos biocombustíveis se devem à utilização de culturas tradicionais para a produção, como milho e trigo, e de vastas áreas cultiváveis, causando um aumento sem precedentes no preço dos alimentos.
Moratinos e Amorim disseram que não conversaram diretamente sobre a questão dos biocombustíveis, mas o tema está vinculado a outro que abordaram - a conclusão do acordo Mercosul - União Européia.
As negociações deste acordo estão suspensas e não avançam pela falta de conclusão da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na altura em que as negociações foram paralisadas, o acordo previa uma "cota grande", segundo Amorim, para a entrada do etanol brasileiro na Europa.
Fonte: Google News
União Europeia lança megaprojecto de 1000 milhões de euros
16/10/08 - A União Europeia (UE) acaba de lançar um ambicioso projecto de 1000 milhões de euros destinado a tornar a Europa líder mundial nas tecnologias ligadas às células de combustível e ao hidrogénio, que para muitos especialistas poderão ser a base energética de um futuro sem emissões de gases com efeito de estufa e sem combustíveis fósseis.
O investimento será feito em conjunto pela UE, 60 empresas industriais e 60 centros de investigação no âmbito da Joint Technology Iniciative (JTI).
Durante os próximos seis anos, esta parceria público-privada vai apostar na investigação, desenvolvimento tecnológico e demonstração nas células de combustível e no hidrogénio, de modo a que estas tecnologias se generalizem a todo o mercado energético europeu entre 2010 e 2020.
Segundo Janez Potocnik, comissário europeu para a Ciência e Investigação, "o desenvolvimento destas tecnologias é crucial para respondermos com sucesso aos desafios das alterações climáticas e da energia", porque as células de combustível "são uma tecnologia de conversão eficiente" e o hidrogénio "pode ser uma fonte de energia limpa".
Fonte: Reuters
O investimento será feito em conjunto pela UE, 60 empresas industriais e 60 centros de investigação no âmbito da Joint Technology Iniciative (JTI).
Durante os próximos seis anos, esta parceria público-privada vai apostar na investigação, desenvolvimento tecnológico e demonstração nas células de combustível e no hidrogénio, de modo a que estas tecnologias se generalizem a todo o mercado energético europeu entre 2010 e 2020.
Segundo Janez Potocnik, comissário europeu para a Ciência e Investigação, "o desenvolvimento destas tecnologias é crucial para respondermos com sucesso aos desafios das alterações climáticas e da energia", porque as células de combustível "são uma tecnologia de conversão eficiente" e o hidrogénio "pode ser uma fonte de energia limpa".
Fonte: Reuters
sexta-feira, setembro 05, 2008
EDP afirma que plano de biomassa depende de parceiro
04/09/08 - Com o objetivo de esclarecer informações veiculadas na imprensa, a Energias do Brasil (EDP) informou que possui um projeto em desenvolvimento para instalar até 100 MW de geração de energia elétrica com base em biomassa, que só poderá ser implementado em conjunto com um parceiro estratégico para a área de etanol.
No desenho inicial do projeto está prevista uma participação residual da EDP na destilaria de forma a lhe conferir algum controle sobre o suprimento do bagaço de cana de açúcar para servir à central elétrica.
Nesta fase inicial de desenvolvimento do projeto, o investimento da empresa está limitado a R$ 7 milhões, sendo que o foco da EDP está associado somente à geração de energia elétrica.
Fonte:
Da Agência
No desenho inicial do projeto está prevista uma participação residual da EDP na destilaria de forma a lhe conferir algum controle sobre o suprimento do bagaço de cana de açúcar para servir à central elétrica.
Nesta fase inicial de desenvolvimento do projeto, o investimento da empresa está limitado a R$ 7 milhões, sendo que o foco da EDP está associado somente à geração de energia elétrica.
Fonte:

Da Agência
UE dá mais um passo para regular uso de biocombustíveis
04/09/08 - Os 27 Estados-membros da UE estabeleceram as linhas gerais que demarcarão, no futuro, o uso dos biocombustíveis, que seriam responsáveis, de acordo com alguns especialistas, pelo aumento dos preços dos alimentos, declarou uma fonte européia nesta quinta-feira.
Essa fonte se referiu ao "acordo dos 27 sobre as grandes questões" que estavam pendentes para definir as medidas de precaução que permitirão à União Européia produzir e importar biocombustíveis "sustentáveis".
Os Estados-membros querem ir além da Comissão Européia, que defende a adoção dos biocombustíveis, aos quais atribui uma redução de 35% nas emissões de gases causadores do efeito estufa, em comparação com os combustíveis tradicionais.
Embora os 27 mantenham esse teto de eficácia para a entrada em vigor dessas medidas, previstas para 2010, prevêem aumentá-lo em até 50%, a partir de 2017.
A Comissão Européia também avaliará, a cada dois anos, o impacto dos biocombustíveis, com o objetivo de assegurar que não repercutirão de forma nefasta nos preços dos alimentos, entre outras medidas.
Fonte:
Essa fonte se referiu ao "acordo dos 27 sobre as grandes questões" que estavam pendentes para definir as medidas de precaução que permitirão à União Européia produzir e importar biocombustíveis "sustentáveis".
Os Estados-membros querem ir além da Comissão Européia, que defende a adoção dos biocombustíveis, aos quais atribui uma redução de 35% nas emissões de gases causadores do efeito estufa, em comparação com os combustíveis tradicionais.
Embora os 27 mantenham esse teto de eficácia para a entrada em vigor dessas medidas, previstas para 2010, prevêem aumentá-lo em até 50%, a partir de 2017.
A Comissão Européia também avaliará, a cada dois anos, o impacto dos biocombustíveis, com o objetivo de assegurar que não repercutirão de forma nefasta nos preços dos alimentos, entre outras medidas.
Fonte:
quinta-feira, setembro 04, 2008
IBI anuncia investimento em fábrica de glicerina no Brasil
A Integrated Biodiesel Industries, Ltd. (IBI) anuncia hoje investimento de $300.000 como parte de capitalização de $1 milhão em fábrica de processamento de glicerina no Brasil. A fábrica fica na cidade de Jaú, 250 km a oeste de São Paulo.
As instalações ocupam o lugar de uma antiga empresa química, com diversos equipamentos no local que estão sendo atualizados pela IBI para processar glicerina, principalmente como subproduto do biodiesel. O plano da IBI é agregar valor a uma commodity cujo suprimento aumenta com a crescente produção mundial de biodiesel por meio de mais processamento.
A fábrica produzirá glicerina destilada para cosméticos e tintas e carbonato de glicerina, um solvente renovável. O carbonato de glicerina (ou carbonato de glicerol) é uma especialidade química para diversos fins, como solvente para tintas de impressão e cosméticos, ingrediente na fabricação de resina e base para sabores e aromas. Ele poderá substituir solventes tradicionais perigosos que emitem compostos orgânicos voláteis (VOC) ou propileno glicol em algumas fórmulas de produtos para cuidados pessoais.
Fonte: Integrated Biodiesel Industries, Ltd
As instalações ocupam o lugar de uma antiga empresa química, com diversos equipamentos no local que estão sendo atualizados pela IBI para processar glicerina, principalmente como subproduto do biodiesel. O plano da IBI é agregar valor a uma commodity cujo suprimento aumenta com a crescente produção mundial de biodiesel por meio de mais processamento.
A fábrica produzirá glicerina destilada para cosméticos e tintas e carbonato de glicerina, um solvente renovável. O carbonato de glicerina (ou carbonato de glicerol) é uma especialidade química para diversos fins, como solvente para tintas de impressão e cosméticos, ingrediente na fabricação de resina e base para sabores e aromas. Ele poderá substituir solventes tradicionais perigosos que emitem compostos orgânicos voláteis (VOC) ou propileno glicol em algumas fórmulas de produtos para cuidados pessoais.
Fonte: Integrated Biodiesel Industries, Ltd
quarta-feira, setembro 03, 2008
Maranhão tem potencial para a exportação de agroenergia
02/09/2008 - Criador do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) na década de 1970, o professor João Bautista Vidal, afirmou, ontem, que o Maranhão reúne potencial para se tornar um grande produtor de etanol, como também de biodiesel, inclusive exportador de energias líquidas.
Veja a Matéria aqui
Fonte: PROTEFER
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Fonte: PROTEFER
segunda-feira, setembro 01, 2008
Biocombustíveis fazem preço da terra sobir 2.000%
Os investimentos que o governo brasileiro têm feito para intensificar a produção de biocombustíveis no País fizeram com que o valor das terras agrícolas no semi-árido baiano tivesse uma alta de 2.000% em dois anos.
De acordo com corretores de imóveis rurais, o aumento é conseqüência do crescente interesse de empresários do agronegócio pelas propriedades da região, que estão entre as mais indicadas da Bahia para o cultivo de oleaginosas, que servem de matéria-prima para o biodiesel. “Por estarem na caatinga, essas terras sempre tiveram valor muito baixo, mas a possibilidade de se tornar fornecedor de insumos para as usinas tem atraído muitos investidores, valorizando a área. Há 12 meses, eu vendia um hectare por cerca de R$ 50. Hoje, existem locais em que a mesma porção de terra não sai por menos de R$ 1 mil”, afirmou o corretor Guilherme Braga Filho.
Ele conta ainda que a maioria dos interessados não pretende investir em mamona, planta típica da região, preferindo apostar no pinhão manso devido à divulgação feita, em março deste ano, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de que não é possível fabricar biodiesel apenas com a mamona devido à alta viscosidade do vegetal.
Especulação
A situação ameaça os planos do governo em utilizar a produção de mamoneiras para alavancar a agricultura familiar. “Inclusive, alguns pequenos agricultores estão vendendo suas propriedades para grandes empreendedores”, revelou Braga Filho, destacando que muitos empresários estão praticando especulação imobiliária, comprando imóveis para vendê-los no futuro. “Todos acreditam que o processo de valorização da área vai continuar”, afirmou o corretor, destacando que “a demanda é tanta que está faltando terra para vender”.
A Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado (Seagri) reconhece o problema, mas assegura que o foco do programa de biodiesel continuará sendo a agricultura familiar. “Entretanto, a produção de mamona na Bahia ainda é insuficiente para atender às quatro usinas já instaladas no Estado; mesmo assim, os usineiros terão que manter contrato com os pequenos agricultores”, ressaltou o secretário Geraldo Simões.
Etanol
A falta de terras para comercialização também afeta os investidores interessados em entrar na cadeia produtiva do etanol (álcool combustível). “Na Bahia, há pouca disponibilidade de áreas livres acima de 40 mil hectares, principal alvo dos empresários, ainda mais dos estrangeiros”, afirmou o consultor João Maurício Velloso. “Para atender aos compradores, tenho que ir aos Estados do Maranhão, Piauí e Tocantins”, disse.
“A Bahia possui 870 mil hectares zoneados para o investimento em de cana-de-açúcar, sendo que somente o oeste e o extremo sul somam 600 mil hectares”, salientou Simões. “O problema é que essas áreas já estão praticamente tomadas pela produção de soja, algodão e eucalipto”, rebateu Velloso, lembrando que o preço das terras nessas regiões ainda não sofreu impacto com os biocombustíveis porque já têm altos preços decorrentes das outras culturas, “mas, diante da escassez de imóveis, os valores podem aumentar”.
Estrangeiros – Uma preocupação da Seagri tem sido o fato de empresários de outros países estarem comprando cada vez mais terras na Bahia. “Precisamos nos articular com o governo federal para rever a legislação sobre a questão e garantir a soberania nacional”, disse Simões.
Dados de 2007 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) indicam que apenas 0,9% das terras agrícolas da Bahia pertenciam a estrangeiros, mas a assessoria do órgão admite que os números não correspondem à realidade, já que muitos empresários brasileiros são usados como “laranja”, ou seja, compram imóveis em nome de grupos internacionais que não querem divulgar seus negócios no País.
Leonardo Leão, do A Tarde
De acordo com corretores de imóveis rurais, o aumento é conseqüência do crescente interesse de empresários do agronegócio pelas propriedades da região, que estão entre as mais indicadas da Bahia para o cultivo de oleaginosas, que servem de matéria-prima para o biodiesel. “Por estarem na caatinga, essas terras sempre tiveram valor muito baixo, mas a possibilidade de se tornar fornecedor de insumos para as usinas tem atraído muitos investidores, valorizando a área. Há 12 meses, eu vendia um hectare por cerca de R$ 50. Hoje, existem locais em que a mesma porção de terra não sai por menos de R$ 1 mil”, afirmou o corretor Guilherme Braga Filho.
Ele conta ainda que a maioria dos interessados não pretende investir em mamona, planta típica da região, preferindo apostar no pinhão manso devido à divulgação feita, em março deste ano, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de que não é possível fabricar biodiesel apenas com a mamona devido à alta viscosidade do vegetal.
Especulação
A situação ameaça os planos do governo em utilizar a produção de mamoneiras para alavancar a agricultura familiar. “Inclusive, alguns pequenos agricultores estão vendendo suas propriedades para grandes empreendedores”, revelou Braga Filho, destacando que muitos empresários estão praticando especulação imobiliária, comprando imóveis para vendê-los no futuro. “Todos acreditam que o processo de valorização da área vai continuar”, afirmou o corretor, destacando que “a demanda é tanta que está faltando terra para vender”.
A Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado (Seagri) reconhece o problema, mas assegura que o foco do programa de biodiesel continuará sendo a agricultura familiar. “Entretanto, a produção de mamona na Bahia ainda é insuficiente para atender às quatro usinas já instaladas no Estado; mesmo assim, os usineiros terão que manter contrato com os pequenos agricultores”, ressaltou o secretário Geraldo Simões.
Etanol
A falta de terras para comercialização também afeta os investidores interessados em entrar na cadeia produtiva do etanol (álcool combustível). “Na Bahia, há pouca disponibilidade de áreas livres acima de 40 mil hectares, principal alvo dos empresários, ainda mais dos estrangeiros”, afirmou o consultor João Maurício Velloso. “Para atender aos compradores, tenho que ir aos Estados do Maranhão, Piauí e Tocantins”, disse.
“A Bahia possui 870 mil hectares zoneados para o investimento em de cana-de-açúcar, sendo que somente o oeste e o extremo sul somam 600 mil hectares”, salientou Simões. “O problema é que essas áreas já estão praticamente tomadas pela produção de soja, algodão e eucalipto”, rebateu Velloso, lembrando que o preço das terras nessas regiões ainda não sofreu impacto com os biocombustíveis porque já têm altos preços decorrentes das outras culturas, “mas, diante da escassez de imóveis, os valores podem aumentar”.
Estrangeiros – Uma preocupação da Seagri tem sido o fato de empresários de outros países estarem comprando cada vez mais terras na Bahia. “Precisamos nos articular com o governo federal para rever a legislação sobre a questão e garantir a soberania nacional”, disse Simões.
Dados de 2007 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) indicam que apenas 0,9% das terras agrícolas da Bahia pertenciam a estrangeiros, mas a assessoria do órgão admite que os números não correspondem à realidade, já que muitos empresários brasileiros são usados como “laranja”, ou seja, compram imóveis em nome de grupos internacionais que não querem divulgar seus negócios no País.
Leonardo Leão, do A Tarde
sexta-feira, agosto 22, 2008
Preço do álcool combustível deve diminuir nos próximos sete anos
SÃO PAULO - O preço do etanol no mercado brasileiro deve cair nos próximos sete anos, em função do aprimoramento dos processos de produção do combustível que estão em desenvolvimento. A projeção é do economista Fábio Silveira, com base em estudo sobre o do mercado de etanol e biodiesel, encomendado pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de São Paulo).
Os resultados, divulgados na terça-feira (19), mostram que, com essa maturação nas técnicas produtivas, o Brasil tende a estar entre os principais produtores de etanol, ao lado dos Estados Unidos, onde a produção projetada é de 56 bilhões de litros.
No Brasil, o volume estimado de etanol produzido até 2015 chega a 52 bilhões de litros, projeção feita com base na velocidade do consumo e no crescimento dos investimentos que o setor tem recebido. A maior produção brasileira deve gerar um "choque de oferta", fazendo o preço do combustível baixar, estima Silveira.
Biodiesel
Para o biodiesel, a projeção indica que a oferta deverá ser triplicada, passando de 1,13 bilhão de litros para 3 bilhões. A maior parte, segundo o economista, será processada a partir do óleo de soja e o restante será dividido entre o óleo e palma, o algodão, a mamona e o girassol.
Fábio Silveira defende que o Brasil precisa de uma política clara sobre a produção do combustível. No período em que a produção deve triplicar - até 2015 - a principal matéria prima continuará sendo a soja, apesar das outras fontes.
Combustíveis e alimentos
O estudo sobre o mercado de biocombustíveis concluiu, segundo a Agência Brasil, que não há risco de escassez de alimentos no mercado internacional, causada pelo avanço das áreas plantadas com cana-de-açúcar para o aumento da produção de etanol, e soja, para produzir biodiesel.
Para Silveira, coordenador da pesquisa, é viável expandir a oferta de álcool combustível e biodiesel sem a necessidade de substituir culturas como a de grãos, por exemplo. Segundo ele, a participação da cana-de-açúcar na agricultura está, atualmente, em torno de 2,5% e ainda há espaço suficiente no território brasileiro para abrigar o crescimento do cultivo de cana, e também do de grãos.
Fonte: Infomoney
Os resultados, divulgados na terça-feira (19), mostram que, com essa maturação nas técnicas produtivas, o Brasil tende a estar entre os principais produtores de etanol, ao lado dos Estados Unidos, onde a produção projetada é de 56 bilhões de litros.
No Brasil, o volume estimado de etanol produzido até 2015 chega a 52 bilhões de litros, projeção feita com base na velocidade do consumo e no crescimento dos investimentos que o setor tem recebido. A maior produção brasileira deve gerar um "choque de oferta", fazendo o preço do combustível baixar, estima Silveira.
Biodiesel
Para o biodiesel, a projeção indica que a oferta deverá ser triplicada, passando de 1,13 bilhão de litros para 3 bilhões. A maior parte, segundo o economista, será processada a partir do óleo de soja e o restante será dividido entre o óleo e palma, o algodão, a mamona e o girassol.
Fábio Silveira defende que o Brasil precisa de uma política clara sobre a produção do combustível. No período em que a produção deve triplicar - até 2015 - a principal matéria prima continuará sendo a soja, apesar das outras fontes.
Combustíveis e alimentos
O estudo sobre o mercado de biocombustíveis concluiu, segundo a Agência Brasil, que não há risco de escassez de alimentos no mercado internacional, causada pelo avanço das áreas plantadas com cana-de-açúcar para o aumento da produção de etanol, e soja, para produzir biodiesel.
Para Silveira, coordenador da pesquisa, é viável expandir a oferta de álcool combustível e biodiesel sem a necessidade de substituir culturas como a de grãos, por exemplo. Segundo ele, a participação da cana-de-açúcar na agricultura está, atualmente, em torno de 2,5% e ainda há espaço suficiente no território brasileiro para abrigar o crescimento do cultivo de cana, e também do de grãos.
Fonte: Infomoney
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